Nesta quinta-feira (20), o Peru foi abalado por um potente terremoto, cujo epicentro se localizou em uma área montanhosa com pouca densidade populacional. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e o Instituto de Geofísica do Peru registraram magnitudes que variam entre 6,7 e 7,2, além de apresentarem discrepâncias quanto à profundidade do foco sísmico. Apesar da força do abalo, as autoridades não relataram danos materiais, feridos ou qualquer aviso de tsunami para a costa ocidental da América Latina.
O que ocorreu
Segundo o USGS, o tremor teve magnitude de 6,7 e ocorreu a uma profundidade de 66,7 quilômetros em uma região montanhosa. Essa agência classificou o evento como “muito forte” em algumas áreas afetadas. Por outro lado, o Instituto de Geofísica do Peru avaliou a magnitude do mesmo evento em 7,2, com uma profundidade estimada de 108 quilômetros, mostrando uma diferença significativa em comparação com os dados americanos.
É comum que haja divergências entre as medições das duas agências em eventos sísmicos iniciais, tanto na profundidade quanto na magnitude. Essas informações podem ser revisadas nas horas seguintes à medida que mais estações de monitoramento analisam os dados. O Instituto de Geofísica do Peru já alertou que os números apresentados são preliminares.
Efeitos imediatos e ausência de aviso
Até o momento, não foram reportados danos ou vítimas após o tremor. A localização do epicentro em uma região com baixa população é um fator que contribui para a falta de relatos sobre estragos. Coracora, a cidade mais próxima do local onde ocorreu o sismo, possui cerca de 11 mil habitantes.
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram nuvens de poeira levantadas das encostas montanhosas logo após o abalo sísmico, um indicativo visual da intensidade sentida na área serrana. No entanto, não há registros confirmados ou imagens que evidenciem desabamentos ou deslizamentos de terra que tenham afetado populações locais.
Para a costa ocidental da América Latina, nenhum alerta sobre tsunami foi emitido até agora. A situação permanece em monitoramento e novas informações sobre magnitudes, profundidades e possíveis danos podem ser divulgadas pelas autoridades peruanas e agências especializadas em monitoramento sísmico.
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