A cerimônia do Troféu Armandinho & Irmãos Macêdo ocorreu na noite de terça-feira (28), em Salvador, e trouxe à tona um episódio tenso entre os cantores Daniela Mercury e Edson Gomes. O evento, transmitido pela Band Bahia, reuniu importantes nomes da música baiana, mas acabou ganhando destaque pelo desentendimento entre os dois artistas durante a ocasião.
A controvérsia começou quando Daniela Mercury subiu ao palco para receber o prêmio de música do Carnaval 2026. Durante seu discurso, a artista abordou a questão da violência de gênero e fez um apelo direcionado a Edson Gomes. Ela pediu que ele fosse “carinhoso com a esposa”, uma declaração que foi interpretada como uma insinuação de agressão.
“Edson, eu peço que você seja carinhoso com sua esposa, viu bicho? Porque a gente não aceita nenhuma violência contra nenhuma mulher. Te amo, mas quero também pedir que todos os artistas brasileiros se juntem a nós nessa luta contra todo tipo de violência contra as mulheres. E se as mulheres pretas sofrem mais, que a gente cuide delas, que a gente respeite essas mulheres”, declarou.
Reação e saída do cantor
A fala de Daniela gerou uma resposta imediata de Edson Gomes, que interrompeu o momento para contestar as alegações. Visivelmente incomodado, ele afirmou que não poderia ser chamado de agressor sem evidências e exigiu esclarecimentos da cantora diante do público.
Com o clima tenso no ar, Carlinhos Brown tentou intervir para aliviar a situação ao sugerir que ambos realizassem uma apresentação juntos no palco. Contudo, Edson Gomes rejeitou essa proposta e optou por deixar o evento.
A premiação ocorreu no Teatro Casa do Comércio e tinha como objetivo celebrar os destaques do Carnaval baiano. No entanto, esta edição ficou marcada pela troca de acusações entre os artistas, resultando em grande repercussão nas redes sociais.
Acusações passadas
Até agora, não existem registros públicos de uma acusação formal (como um processo judicial ou boletim de ocorrência) envolvendo Edson Gomes por violência doméstica.
No entanto, há uma menção de 2017 em que Edson Gomes foi mencionado em uma nota de repúdio emitida pelo Instituto da Mulher Negra (Odara). Naquela ocasião, ele não foi considerado agressor, mas foi criticado por supostamente ter testemunhado uma agressão perpetrada por um membro de sua equipe contra mulheres em Cachoeira (BA) e por ter negado ter presenciado o incidente à polícia.

