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Pagamento dividido: nova ferramenta de combate à sonegação supera o Pix em 170 vezes

São Carlos InformaSão Carlos Informajulho 9, 2026 309 Minutes read0

O split payment, uma nova metodologia automática para a arrecadação de impostos que surge com a reforma tributária, foi destacado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, como sendo 170 vezes mais abrangente que o sistema Pix. Este mecanismo visa separar a parte do imposto no ato do pagamento e é considerado pelo governo uma das principais estratégias para combater sonegação, inadimplência e fraudes no consumo.

Em sua apresentação no evento Caminhos do Brasil, realizado no Rio de Janeiro e voltado para a implementação da reforma tributária, Durigan discutiu a magnitude desse novo sistema. Ele afirmou que a plataforma deverá lidar com aproximadamente 70 bilhões de documentos anualmente, o que demandou um investimento de R$ 2 bilhões em tecnologia por parte do Ministério da Fazenda neste ano.

A menção ao Pix serve como uma referência para entender a escala da operação; contudo, é importante notar que as funcionalidades dos dois sistemas são distintas. Enquanto o Pix facilita a liquidação de pagamentos, o split payment terá responsabilidades mais abrangentes, envolvendo cruzamento de dados entre pagamento, nota fiscal, produtos ou serviços vendidos, comprador, vendedor e também questões relacionadas ao crédito e débito tributário, assim como à distribuição de receitas entre União, estados e municípios.

“A estrutura desse sistema é extremamente complexa. A tecnologia necessária para implementar a reforma tributária é significativa por parte do Estado”, ressaltou Durigan.

Transformação na forma de recolhimento de impostos

Na essência, split payment refere-se à divisão do pagamento. Atualmente, as empresas costumam receber o montante total da venda e só depois realizam o recolhimento dos tributos. Com o novo modelo proposto, a fração correspondente aos impostos será automaticamente segregada no momento da transação financeira.

Dessa forma, os valores dos tributos não passam totalmente pelo caixa das empresas vendedoras; elas recebem apenas a quantia líquida da operação. A parte referente ao IBS e ao CBS — os novos tributos introduzidos pela reforma — será destinada diretamente ao Fisco.

A mudança proposta busca encurtar o intervalo entre a realização da venda e o devido recolhimento do imposto. Além disso, reduz as oportunidades para que empresas emitam notas fiscais, gerem créditos tributários para os compradores e não cumpram suas obrigações fiscais posteriormente.

A nova ferramenta foi concebida para operar em conjunto com documentos fiscais eletrônicos e métodos de pagamento. O intuito é alinhar as operações financeiras à apuração tributária, proporcionando maior rastreabilidade ao governo e garantindo segurança aos consumidores que utilizam créditos tributários.

Complexidade centralizada na esfera pública

Durigan enfatizou que a complexidade do novo sistema deve ser concentrada nas estruturas públicas e não sobrecarregar os contribuintes. O objetivo é facilitar que as empresas — incluindo pequenos negócios — não precisem realizar cálculos manuais sobre a divisão entre CBS, IBS, créditos, débitos e repasses federativos.

“Não é razoável exigir que uma empresa faça esse tipo de cálculo. Elas devem apenas apertar um botão e emitir suas notas fiscais”, declarou o ministro.

O ministro exemplificou como pequenos empreendedores atualmente dependem de sistemas contábeis complexos e diversas regras municipais, estaduais e federais para emitir notas fiscais e efetuar recolhimentos tributários. A promessa do governo é simplificar essa experiência na prática para os contribuintes mesmo que isso implique em um backend mais complicado.

No entanto, essa transição exigirá adaptações significativas. As empresas precisarão atualizar seus sistemas de emissão de notas fiscais, softwares gerenciais e contratos com prestadores de serviços financeiros. Instituições financeiras também deverão integrar seus sistemas ao novo formato público.

Ano de testes: 2026

O governo prevê 2026 como um ano crucial para a adaptação à reforma tributária. Durigan comentou durante o evento Caminhos do Brasil que esse período não será destinado à punição dos contribuintes que estiverem se ajustando ao novo modelo.

“O ano de 2026 será um ano de aprendizado e não um período punitivo”, garantiu Durigan.

A Receita Federal já sinalizou que 2026 servirá como um ano experimental para as novas alíquotas da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Durante esse tempo inicial serão aplicadas alíquotas testadas de 0,9% para CBS e 0,1% para IBS enquanto compensações serão feitas com os valores relacionados ao PIS e Cofins.

A aplicação efetiva das novas diretrizes começará em 2027. O processo completo de transição do modelo atual até o novo sistema se estenderá até 2033, quando o ICMS e o ISS deverão ser eliminados completamente em favor do IBS.

A reforma tributária substituirá cinco impostos sobre consumo: PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS por duas novas entidades fiscais: CBS (de responsabilidade federal) e IBS (compartilhado entre estados, municípios e Distrito Federal).

A estrutura da nova plataforma: CBS e IBS

O split payment está inserido dentro da estrutura do IVA dual brasileiro. A CBS ficará sob administração da União enquanto o IBS terá gestão compartilhada através de um comitê responsável pela arrecadação e distribuição dos recursos entre as entidades subnacionais.

A base legal dessa estrutura está na Lei Complementar nº 214/2025 que regulamenta a nova abordagem tributária sobre consumo. Esta legislação estabelece tanto o IBS quanto a CBS além de criar mecanismos transitórios como regimes diferenciados e cashback referentes aos novos tributos.

A criação do Comitê Gestor do IBS já foi sancionada pelo presidente Lula conforme relatado anteriormente. Este órgão terá um papel fundamental na gestão desse imposto compartilhado entre estados e municípios.

É essa combinação funcional que transforma o sistema em algo mais abrangente do que uma mera ferramenta financeira; o split payment não apenas registra transações mas também precisa identificar os tributos pertinentes associados às operações comerciais separando valores adequadamente enquanto alimenta os sistemas fiscais correspondentes.

Avanços técnicos já estão em andamento

A fase técnica relacionada à implementação já teve início. A Receita Federal juntamente com o Comitê Gestor do IBS divulgou informações sobre a Plataforma Pública do Split Payment incluindo guias técnicos como o Manual de Integração destinado aos desenvolvedores visando padronizar comunicação entre diferentes sistemas.

O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 2 datado de maio de 2026 autorizou essa divulgação com foco em permitir que instituições financeiras como bancos e fintechs se preparem adequadamente para as novas exigências operacionais.

Esse sistema funcionará como um hub comunicacional entre operadores privados e administrações tributárias assegurando que informações referentes aos pagamentos sejam transmitidas em formatos padronizados permitindo assim uma segregação segura dos tributos envolvidos nas operações comerciais.

A integração representará uma das partes mais delicadas da reforma; falhas nos sistemas podem impactar diretamente nas finanças das empresas bem como nos reconhecimentos dos créditos tributários resultando também em complicações nas conciliações bancárias. Por isso mesmo 2026 será utilizado como um ano dedicado à experimentação operacional desse sistema inovador.

Split payment: Um recurso contra fraudes

Bernard Appy, secretário extraordinário da Reforma Tributária também tem defendido fortemente o split payment como uma ferramenta eficaz na mitigação de fraudes sonegadoras assim como na inadimplência fiscal. A lógica apresentada pelos economistas sugere que aqueles contribuintes adimplentes não devem arcar com os custos provocados por quem declara operações sem efetuar os respectivos pagamentos dos tributos correspondentes.

Appy esclareceu ainda que a reforma tem como meta reorganizar a forma pela qual impostos são cobrados sem necessariamente aumentar a carga tributária proporcionalmente ao PIB. No caso específico do split payment esta ligação direta entre pagamento imediato e recolhimento tende a minimizar desigualdades entre os impostos declarados versus aqueles realmente pagos pelos contribuintes.

A mesma ideia se estende à nova configuração dos créditos tributários onde sua utilização estará intimamente ligada ao efetivo pagamento dos tributos nas etapas anteriores da cadeia produtiva reduzindo assim disputas acerca de créditos fictícios ou oriundos de empresas inadimplentes.

Além disso este mecanismo abrange aspectos sociais relevantes dentro da reforma; foi definida regulamentação específica estabelecendo isenção fiscal sobre produtos essenciais presentes na cesta básica nacional conforme previamente noticiado enquanto também se preveem devoluções (cashback) direcionadas às famílias com renda baixa.

Efeitos práticos para consumidores، empresas و bancos

No tocante aos consumidores essas mudanças tendem a ser imperceptíveis durante as compras cotidianas; eles continuarão utilizando meios convencionais como Pix، cartões ou boletos para efetuar pagamentos. A principal diferença será percebida na separação automática dos valores pagos bem como no envio das respectivas informações ao Fisco.

No entanto، as empresas sentirão um impacto considerável pois precisaram ajustar seus sistemas relacionados à emissão fiscal، administração financeira، contabilidade، conciliação bancária além dos contratos firmados com prestadores financeiros؛ elas terão também responsabilidades adicionais quanto à verificação correta da segregação fiscal realizada corretamente bem como assegurar reconhecimento adequado dos créditos gerados</p.

Bancos، fintechs و adquirentes enfrentarão novas demandas operacionais com esse modelo؛ tais agentes necessitarão tratar dados financeiros، receber feedbacks، registrar eventos além processar adequadamente separações monetárias vinculadas tanto à CBS quanto à IBS;

Pelas administrações tributárias؛ há ganhos significativos relacionados à rastreabilidade onde agora será possível acompanhar arrecadação desde sua origem nas operações financeiras até os documentos fiscais apresentados pelos contribuintes، evitando depender exclusivamente das declarações posteriores fornecidas pelos mesmos

Dificuldades políticas podem comprometer implementação


No mesmo evento؛ Durigan destacou riscos associados à implementação desta reforma؛ mencionando possíveis tentativas frustradas em reabrir acordos políticos previamente estabelecidos no Congresso; “Aprovar alterações constitucionais ou projetos complementares novamente seria arriscado” observou;

“Revisitar acordos políticos só traria problemas,” alertou Durigan;

Sua declaração surge num contexto onde ainda restam etapas infralegais necessárias; testes sistemáticos devem ser conduzidos bem assim ajustes precisam ocorrer junto às empresas afetadas; debates públicos acerca impactos permanecem vivos; inclusive situações onde fake news relacionadas foram desmentidas pela Receita Federal referindo cobranças indevidas sobre aluguéis temporários;

A Fazenda sustenta a intenção reformista visando reduzir cumulatividade litígios guerras fiscais além custos administrativos؛ enquanto segmentos empresariais acompanham atentamente questões ligadas fluxo caixa custos adaptações segurança tecnológica necessárias;

Cashback depende efetividade tecnológica


The split payment will also be used to support two promises of the reform: more predictable returns of tax credits for companies and cashback of taxes for low-income families;

No caso empresarial ، busca-se evitar acúmulo excessivo desses créditos proporcionando prazos claros restituição avançando citando restituições rápidas podendo ocorrer dentro prazo estipulado من até noventa dias;

Pelo lado das famílias ، cashback dependerá identificação clara operações realizadas vínculo direto registros fiscais capacidade devolver parcela impostos pagos ؛ automação torna-se essencial garantir funcionamento escala nacional;

A fase teste marcada por dois mil و vinte و seis permitirá avaliar prontidão desenho técnico existente ajustes necessários tanto públicos privados apontamentos centrais transformar operação complexa num processo simplificado usuários finalizando compra venda emissão nota fiscal

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