O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) superou a cifra de R$ 20 bilhões em aprovações de financiamentos através do programa BNDES Mais Mobilidade. Essa iniciativa foi lançada pelo governo federal em dezembro de 2025, com o objetivo de modernizar a frota nacional de caminhões, ônibus e micro-ônibus, além de promover melhorias nas infraestruturas rodoviárias no Brasil.
Conforme os dados disponíveis, aproximadamente 95% do total de R$ 21,2 bilhões já foram liberados para a segunda fase do programa, que começou em maio deste ano.
Integrante da iniciativa Move Brasil, desenvolvida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), este programa permanecerá ativo até 28 de agosto em sua fase atual. Entretanto, há a possibilidade de encerramento antecipado caso o montante disponível seja totalmente alocado, segundo informações da pasta responsável.
Desde seu lançamento, a linha de crédito demonstrou um desempenho significativo: em apenas cinco dias após o início das operações, já haviam sido aprovados R$ 6,6 bilhões; esse valor dobrou para R$ 10 bilhões após doze dias; e agora atinge os R$ 20 bilhões em créditos autorizados para mais de 9 mil operações em 1.056 cidades brasileiras.
A média dos empréstimos realizados é de aproximadamente R$ 1,3 milhão por operação, com foco na aquisição de veículos por empresas do setor de transporte e logística.
Desde o começo do programa, foram direcionados R$ 6,58 bilhões para empresas frotistas em cerca de 4.800 transações. Além disso, R$ 43,8 milhões foram destinados a atender 104 operações realizadas por transportadores autônomos que atuam no transporte de cargas.
O programa não apenas busca fomentar a indústria automotiva nacional, mas também adota critérios ambientais rigorosos para promover a renovação da frota. Isso inclui a exigência de que os veículos sejam fabricados no Brasil (no caso dos seminovos fabricados a partir de 2012) e estejam credenciados no Cadastro de Fabricantes Informatizado (CFI) do BNDES.
Os veículos também devem cumprir os padrões da fase Proconve P-8, que representa as normas brasileiras mais exigentes para emissões em veículos pesados. Essa regulamentação está alinhada com as diretrizes internacionais Euro 6 e resulta na redução das emissões de óxidos de nitrogênio (NOx) em até 75%, além de diminuir significativamente a liberação de fumaça e partículas finas provenientes dos veículos.
A modernização da frota não só traz benefícios ambientais como também promete aumentar a produtividade do setor.
Os motoristas autônomos precisam estar registrados no RNTRC (Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas), conforme informações do BNDES. Além disso, é necessário que as viagens e fretes sejam formalmente registrados na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
No Brasil, o transporte rodoviário é responsável por uma fatia entre 60% e 75% da movimentação total das mercadorias. Existem mais de um milhão de transportadores cadastrados na ANTT e cerca de 1,4 bilhão de toneladas são transportadas anualmente através de mais de 80 milhões de viagens.
Dados da ANTT indicam que aproximadamente 72% da frota é composta por Transportadores Autônomos de Cargas (TAC).

