No encerramento do último trimestre, em junho, a taxa de desemprego registrou uma nova queda, alcançando 5,4%. Este índice iguala o menor patamar já registrado na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNSD), que teve início em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os dados divulgados nesta quinta-feira (30) indicam que, no segundo trimestre de 2026, a desocupação apresentou uma redução de -0,7 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre do ano, quando a taxa era de 6,1%.
Se comparado ao mesmo período do ano anterior, de abril a junho de 2025, quando a taxa foi de 5,8%, houve uma diminuição de -0,4 pontos percentuais.
O rendimento real habitual para todos os tipos de trabalho foi estimado em R$ 3.738. Esse valor se manteve estável em relação ao trimestre anterior e representou um crescimento de 2,8% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Conforme as informações do IBGE, o número de pessoas desocupadas caiu para 5,9 milhões, refletindo uma diminuição de -10,9% ou seja, 718 mil indivíduos a menos em comparação com o trimestre anterior (6,6 milhões). Em relação ao mesmo período do ano passado (6,3 milhões), houve uma redução de -6,3%, resultando em 392 mil pessoas a menos na força de trabalho.
A população ocupada no Brasil atingiu 103,1 milhões de pessoas, apresentando um aumento de 1,1%, ou seja, mais 1.081 mil trabalhadores em relação ao trimestre anterior. Comparado ao período entre abril e junho de 2025, também houve um crescimento positivo (0,7%), somando 742 mil novos ocupados.
O nível de ocupação — que representa a proporção da população ocupada entre aqueles em idade laboral — foi avaliado em 58,8% no segundo trimestre deste ano. Essa cifra representa um aumento de 0,5 ponto percentual se comparado ao primeiro trimestre (58,2%). No entanto, não foram observadas variações estatisticamente significativas quando comparado ao mesmo período do ano anterior.
Os trabalhadores do setor privado com carteira assinada totalizaram 39,4 milhões e mantiveram estabilidade em relação ao trimestre anterior. Da mesma forma ocorreu na comparação com o mesmo período do ano passado.
Por outro lado, o número de empregados no setor privado sem carteira assinada aumentou para 13,6 milhões, marcando um crescimento de 2,2% ou mais 288 mil trabalhadores. Em comparação com o trimestre correspondente do ano anterior também não houve variação significativa.
No que diz respeito aos servidores públicos (13 milhões), observou-se um incremento de 2,6% frente ao trimestre anterior. Ao se analisar esse dado no contexto do mesmo período do ano passado não foram identificadas alterações estatisticamente relevantes.
A categoria dos trabalhadores autônomos (26 milhões) apresentou estabilidade tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação anual.
Com informações da Agência IBGE

