Nesta quinta-feira (30), as seleções nacionais de futebol que pertencem à UEFA divulgaram que estão dispostas a se retirar de competições organizadas pela FIFA, caso a proposta de permitir investidores privados na Copa do Mundo avance.
No comunicado emitido em conjunto, as federações europeias expressaram sua rejeição unânime ao plano sugerido pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino. O texto ressalta que o Mundial deve ser considerado um patrimônio do futebol e não deve ser convertido em um ativo financeiro.
“Nenhuma parte da Copa do Mundo deve ser concedida a investidores privados. O Mundial não está à venda”, afirmaram as federações, evidenciando sua preocupação sobre os possíveis efeitos que essa mudança poderia ter na governança e no futuro da principal competição esportiva do planeta.
Interesses financeiros
A UEFA e suas 55 associações nacionais defendem que a inserção de investidores privados alteraria a forma como o torneio é administrado, fazendo com que decisões cruciais fossem moldadas por interesses financeiros ao invés de critérios esportivos.
Em sua declaração, a entidade enfatizou que, se esse modelo for adotado, a busca por lucro se tornará uma obrigação constante, comprometendo a autonomia nas decisões ligadas ao futebol global.
“Esse modelo não é compatível com o futebol mundial. O futuro do esporte não pode ser moldado pelas aspirações de quem visa primordialmente maximizar seus lucros. O futebol não pode sacrificar seu futuro em troca de ganhos financeiros”, afirmou a UEFA.
Este posicionamento representa uma das reações mais firmes das federações europeias em relação a propostas que envolvem a administração da Copa do Mundo e abre espaço para um possível confronto entre a UEFA e a FIFA, caso o projeto siga adiante.

