Confiança do consumidor e apetite por compras crescem sob governo Lula, revela Atlas/Bloomberg

A confiança dos consumidores no Brasil cresceu significativamente, conforme o mais recente estudo Latam Pulse, elaborado pela AtlasIntel em colaboração com a Bloomberg. Este resultado representa o maior nível já registrado na série histórica do instituto.

Na pesquisa divulgada nesta quarta-feira (14), o Índice de Confiança do Consumidor (Atlas-CCI) apresentou um aumento expressivo, passando de 101,2 pontos em agosto para 127,1 em setembro, o que equivale a um avanço de 25,9 pontos em apenas um mês. Para facilitar a visualização, o gráfico apresentado pelo instituto mostra o indicador variando de 1,2 para 27,1 após subtrair 100 dos valores originais.

A principal força por trás desse crescimento é a melhoria nas expectativas para os próximos seis meses. O Índice de Expectativas alcançou 150,1 pontos, enquanto a avaliação da situação atual ficou em 94,9 pontos. Valores acima de 100 são considerados pelo Latam Pulse como sinal de otimismo ou satisfação.

Expectativas positivas sobre economia e emprego

Os dados detalhados revelam uma mudança significativa no humor econômico da população. Um total de 76% dos entrevistados acredita que a situação do país melhorará nos próximos seis meses, enquanto apenas 13% esperam por uma piora.

A confiança também se reflete nas expectativas pessoais: 74% acreditam que a situação econômica da própria família vai melhorar, com apenas 8% prevendo um cenário negativo. Em relação ao mercado de trabalho, 70% dos participantes da pesquisa estão otimistas quanto à melhora no emprego, enquanto 10% projetam uma deterioração.

A avaliação atual ainda apresenta contrastes, mas mostra resultados positivos em aspectos que impactam diretamente as famílias. Cerca de 40% consideram a situação do emprego boa, comparado a 36% que a veem como ruim. Quanto à situação econômica das famílias, 40% também a classificam como boa, contra 33% que têm uma visão negativa.

No entanto, a percepção do estado econômico geral do Brasil permanece predominantemente negativa: 54% dos entrevistados o consideram ruim, enquanto apenas 32% têm uma avaliação positiva.

Aumento na intenção de compras

Outro dado relevante revela que a porcentagem de brasileiros que pretende aumentar suas compras de bens duráveis subiu de 32,5% em agosto para 49,1% em setembro.

Simultaneamente, o número daqueles que planejam reduzir suas compras caiu drasticamente de 33,9% para 15,7%. Isso significa que agora há mais de três vezes mais pessoas dispostas a aumentar seus gastos do que aquelas que pretendem cortá-los.

Esse cenário coincide com um expressivo aumento nas expectativas econômicas durante o final da disputa presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

A pesquisa também indica um forte apoio às políticas implementadas pelo governo atual. A gratuidade total dos medicamentos e produtos do Farmácia Popular foi considerada a medida mais positiva, recebendo aprovação de 89% dos entrevistados; apenas 6% consideraram essa ação um erro. A isenção do Imposto de Renda para rendimentos até R$ 5 mil segue na lista das medidas bem avaliadas, com aprovação de 84%.

A pesquisa ouviu um total de 5.026 brasileiros adultos através de recrutamento digital aleatório entre os dias 3 e 8 de outubro. A margem de erro é estimada em um ponto percentual e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-03663/2026.

Tópicos relacionados

São Carlos Informa