Lula e Bolsonaro: uma análise da faixa de isenção do Imposto de Renda em suas administrações

A partir do final do governo de Jair Bolsonaro (PL) e até 2026, com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seu terceiro mandato, a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) passou a ser de R$ 5 mil mensais, um aumento significativo em relação ao limite anterior de R$ 1.903,98. Essa alteração representa uma elevação aproximada de 163% no teto de isenção, impactando diretamente o número de brasileiros que devem pagar esse tributo.

No decorrer do governo Bolsonaro, a tabela do IRPF ficou sem atualizações por um longo período. O valor estipulado em 2015, que era de R$ 1.903,98, permaneceu inalterado até abril de 2023, quando a nova norma do governo Lula entrou em vigor.

A primeira mudança ocorreu em maio de 2023, quando a faixa efetiva de isenção foi ajustada para R$ 2.640 mensais, levando em conta o desconto simplificado. Em fevereiro de 2024, esse valor subiu para R$ 2.824 e, em maio de 2025, alcançou R$ 3.036.

O aumento mais significativo ocorrerá em janeiro de 2026. A partir dessa data, trabalhadores, aposentados e pensionistas que receberem até R$ 5 mil por mês estarão completamente isentos do imposto. Para aqueles que ganham entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, a legislação estabelece uma redução gradual na quantia a ser paga.

A nova legislação foi aprovada em 2025 e seus efeitos serão aplicados sobre os rendimentos referentes ao ano de 2026. O governo federal afirma que essa medida beneficiará milhões de contribuintes e proporcionará um aumento na renda disponível para aqueles com menores ganhos.

A comparação entre as administrações destaca a discrepância entre um extenso período sem atualização da faixa de isenção e as sucessivas ampliações realizadas desde 2023.

É relevante também analisar os índices relacionados ao desemprego e à inflação nesse contexto.

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