Após a vitória sobre a Inglaterra, os jogadores da seleção argentina, liderados por Giovani Lo Celso, exibiram uma faixa com a mensagem “As Malvinas são argentinas”. Essa frase se refere ao arquipélago localizado ao sul da Argentina, conhecido pelos britânicos como Ilhas Falklands. Em 1982, o então ditador argentino Leopoldo Galtieri, em um momento de crise de popularidade, ordenou que as forças armadas ocupassem as ilhas. A resposta britânica foi rápida e decisiva, resultando na recaptura do território. O conflito culminou na morte de 655 soldados argentinos e 255 britânicos.
Atualmente, Peter Kyle, secretário britânico de Negócios e Comércio, solicitou à Fifa uma investigação sobre o incidente. Ele declarou em um programa de televisão britânico que “foi completamente inadequado” e que “uma investigação é necessária devido à flagrante violação das regras”.
Por sua vez, Keir Starmer, Primeiro-Ministro do Reino Unido, através de seu porta-voz, fez uma declaração irônica: “A Copa do Mundo pode não ser nossa, mas as Ilhas Malvinas certamente são”.
A tarefa da Fifa será desafiadora em manter a consistência nas decisões e aplicar sanções à Argentina. Isso se torna ainda mais complexo considerando ações anteriores como a proibição de Donald Trump para um árbitro da Somália participar, a restrição ao Irã em se preparar nos Estados Unidos e o treinador do Egito mostrando a bandeira da Palestina.
O regulamento da Fifa estipula que:
“Os uniformes não devem conter slogans, declarações ou imagens de natureza política, religiosa ou pessoal. Além disso, os jogadores não podem usar roupas íntimas que apresentem tais elementos ou qualquer publicidade que não seja do fabricante. Qualquer violação resultará em sanções aplicadas pelo organizador da competição, pela federação nacional de futebol ou pela própria Fifa.”
A Fifa se pronunciará sobre sua decisão após uma análise detalhada dos relatórios relacionados ao ocorrido.

