Atletas irlandeses clamam por boicote em partida contra Israel em protesto ao genocídio

Um movimento que se opõe ao genocídio perpetrado por Israel contra os palestinos se mobilizou, reunindo figuras proeminentes do futebol irlandês. A iniciativa clama por um boicote ao confronto entre as seleções, programado para o final de 2026 e válido pela Nations League.

A organização Irish Sport for Palestine enviou uma carta aberta à Federação Irlandesa de Futebol (FAI), na qual acusa Israel de genocídio na Faixa de Gaza e argumenta que a entidade está violando os regulamentos da Uefa e da Fifa ao permitir que clubes joguem em áreas palestinas ocupadas.

Em novembro de 2025, 93% dos associados da FAI votaram a favor de pressionar a Uefa para suspender Israel. Os organizadores da campanha ressaltaram que a federação irlandesa deveria “respeitar e refletir” essa decisão coletiva.

Intitulada “Stop the Game” (“Pare o Jogo”), a carta foi assinada por atletas da Liga Irlandesa, pelo ex-técnico da seleção masculina Brian Kerr, e pela jogadora Louise Quinn, que foi eleita melhor atleta do país em duas ocasiões. O apoio não se limita ao esporte; artistas como a banda irlandesa Fontaines D.C., o trio de hip-hop Kneecap, o cantor Christy Moore e o ator indicado ao Oscar Stephen Rea também subscreveram o documento.

A seleção irlandesa enfrentará Israel no dia 4 de outubro, em Dublin. A partida prevista para 27 de setembro, que inicialmente ocorreria em Israel, deverá ser disputada em um local neutro.

A carta ainda inclui uma declaração de Roberto Lopes, capitão do Shamrock Rovers e presidente da Associação de Jogadores Profissionais da Irlanda. Lopes expressou: “É inaceitável ignorar a tragédia humanitária na Palestina; a imensa perda de vidas deve estar acima de quaisquer interesses esportivos. A Irlanda tem uma chance aqui de liderar e fazer aquilo que outros não se atreverão.” Nascido em Dublin, Lopes competirá na Copa do Mundo representando Cabo Verde.

Ponto de vista divergente

<pO primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, manifestou seu apoio à realização dos dois jogos contra Israel. Ele declarou: “Temos sido críticos das políticas do governo israelense em Gaza. Também condenamos o ataque do Hamas a Israel, que é absolutamente horrendo. O esporte pode se tornar um campo complicado quando se entrelaça com questões políticas”, comentou ao jornal Irish Times.

Uma pesquisa realizada pela Irish Football Supporters Partnership revelou que 76% dos participantes são contrários à realização da partida, conforme relatado por uma fonte noticiosa.

Tópicos relacionados

São Carlos Informa