Um estudo realizado pela empresa de tecnologia Caju, especializada em gestão de benefícios corporativos, revela que a Geração Z, ou Gen Z, consome 30,4% do saldo de benefícios logo nos primeiros dias do mês. Este dado é corroborado por outra pesquisa da Ticket, que em 2025 indicou que essa geração é a principal consumidora de serviços de delivery, representando 51% desse mercado.
O levantamento analisou o comportamento de consumo de 1,3 milhão de usuários e destacou diferenças significativas na maneira como as diversas gerações utilizam os saldos recebidos. Os Millennials (com idades entre 30 e 45 anos) utilizam 28,7% do valor nos cinco dias seguintes ao recebimento, enquanto os Baby Boomers (de 62 a 80 anos) consomem 24,7%. Em contraste, a Geração Z (com idades entre 14 e 29 anos) apresenta o ritmo de gastos mais acelerado.
Em relação ao tempo médio para esgotar os recursos, a pesquisa revela que os Baby Boomers tendem a manter seus saldos por um período mais longo, levando cerca de 15,4 dias em média para utilizar os valores recebidos.
“Outro ponto interessante sobre a Geração Z é que esses jovens realizam mais transações mensalmente com valores menores por operação. O ticket médio dessa faixa etária é 13,4% inferior à média geral. Isso demonstra um padrão de consumo mais fragmentado, caracterizado por muitas compras pequenas em vez de poucas aquisições maiores. Para as empresas, compreender esses hábitos e as particularidades geracionais é crucial para oferecer benefícios alinhados às reais necessidades dos trabalhadores”, ressalta Lucas Fernandes, CHRO da Caju.
Qual é o montante em benefícios por geração?
A análise da Caju também fornece detalhes sobre os valores envolvidos nas transações. Profissionais da Geração Z recebem em média R$ 758 mensais em benefícios, o que representa uma queda de 16,8% em relação à média geral dos benefícios corporativos. Para os Millennials, essa média sobe para R$ 988; já os Baby Boomers são os que recebem mais, com um total médio de R$ 1.024.
No tocante às categorias de consumo dos jovens da Geração Z, o auxílio-alimentação se destaca com 42,3% das transações realizadas. As demais categorias incluem transporte (15,4%), alimentação tradicional (15,3%) e refeição (12,8%). Além disso, o estudo revela que o gasto médio com uma refeição pelos jovens gira em torno de R$ 57 e que o cartão virtual é preferido nas operações financeiras, representando 59,2% das movimentações. Este aumento está alinhado a um crescimento significativo de 122,5% no uso de carteiras digitais no primeiro semestre de 2026.
Essa agilidade no consumo e a tendência à digitalização nos métodos de pagamento refletem padrões observados em estudos mais amplos sobre o mercado financeiro brasileiro.
Dados gerais sobre o ecossistema de pagamentos no Brasil mostram uma adoção crescente de formatos digitais, estimulada pelo uso intensivo de dispositivos móveis entre as gerações mais jovens. Especialistas em gestão financeira afirmam que essa concentração no início do ciclo de pagamentos reflete tanto a necessidade urgente por custos fixos quanto uma adaptação contínua dos trabalhadores às novas ferramentas digitais oferecidas pelas empresas do setor tecnológico.

