Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, decidiu recorrer à Justiça para solicitar a remoção de um vídeo postado por Flávio Bolsonaro (PL) em julho.
No conteúdo gerado por inteligência artificial, o pré-candidato do PL à presidência simula uma perseguição a Fábio Luís, insinuando um suposto envolvimento dele em um esquema de fraudes relacionadas a descontos indevidos no INSS.
A defesa de Lulinha afirma que o vídeo de Flávio Bolsonaro propaga “informações falsas, com clara conotação criminosa e com intuito difamatório”.
Resposta contundente do advogado de Lulinha
<pO advogado Guilherme Sugimori Santos, representante de Fábio Luís Lula da Silva, contestou as alegações feitas pelo senador e concorrente à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele ressaltou que Fábio já havia prestado todas as informações necessárias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A reação da defesa se deu após Flávio Bolsonaro publicar um vídeo exigindo investigações sobre uma suposta mesada de R$ 300 mil que Lulinha teria recebido de um operador sob investigação por fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em resposta, Sugimori lançou uma gravação em seu perfil afirmando que o senador “não precisa procurar o Fábio”.
Notas fiscais e cortina de fumaça
A disputa começou um dia depois que o portal Metrópoles noticiou que o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro havia emitido três notas fiscais totalizando R$ 1,5 milhão para serviços prestados a empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, responsável pelo Banco Master. Para a defesa de Lulinha, essa manobra do senador visa desviar a atenção das reportagens que envolvem seu próprio escritório.
No vídeo, o advogado exigiu que Flávio apresentasse documentação relacionada aos recursos do Banco Master, tornasse públicos seus dados fiscais e bancários e esclarecesse o cancelamento de duas notas fiscais emitidas. Além disso, houve menções ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com pedidos para que ele permita a quebra do sigilo bancário do fundo Heaven Gate nos Estados Unidos.
Acusações infundadas e histórico eleitoral
A defesa enfatiza que as suspeitas sobre repasses do INSS para Lulinha já foram descartadas pelas autoridades competentes. A acusação surgiu a partir de um relato isolado de alguém que afirmou ter ouvido comentários sobre os pagamentos, sem apresentar qualquer evidência concreta. A própria Polícia Federal (PF) recomendou cautela em relação ao depoimento e não encontrou irregularidades após verificar saques, depósitos e declarações de Imposto de Renda.
“O Fábio não é acusado de nada, pois nem mesmo foi indiciado no inquérito policial”, declarou Sugimori. O advogado considerou que este episódio reflete uma prática política comum. “Já inventaram diversas histórias sobre ele, como possuir uma Ferrari dourada, ser dono da JBS ou até comprar uma ilha. Essas mentiras sempre surgem em períodos eleitorais”, finalizou, reafirmando que todos os dados financeiros e fiscais de Lulinha foram entregues voluntariamente ao STF.
Veja abaixo:
https://x.com/Metropoles/status/2080756076832510393

