Oliver Blume, CEO da Volkswagen, revelou recentemente que a montadora pode eliminar até 100 mil empregos na Alemanha. Essa informação foi compartilhada em um memorando interno dirigido aos funcionários.
Esta é a primeira confirmação oficial da empresa sobre a possibilidade de uma redução tão significativa na força de trabalho. Anteriormente, a Volkswagen havia se mantido em silêncio sobre rumores relacionados a cortes em grande escala.
De acordo com Blume, a reestruturação é essencial para que o grupo recupere sua competitividade frente às suas principais concorrentes. No Brasil, no entanto, a Volkswagen assegura que não há planos para demissões.
A montadora também está considerando o fechamento de fábricas localizadas em Hanover, Zwickau e Emden, além de uma unidade da Audi em Neckarsulm. O fechamento dessas quatro plantas pode resultar na eliminação de cerca de 45 mil empregos, somando-se a outras 50 mil demissões já pactuadas com os sindicatos para 2024.
Além disso, a Volkswagen está analisando a possibilidade de reduzir seus investimentos planejados para os próximos cinco anos em 15%.
Globalmente, a companhia conta com mais de 667 mil funcionários, sendo quase metade deles na Alemanha. Nos últimos anos, o grupo tem enfrentado altos custos com energia, diminuição dos lucros e desafios na competição no setor de veículos elétricos.
Na China, onde era anteriormente líder de mercado, a Volkswagen perdeu terreno para fabricantes locais como BYD e Geely. Na Europa, empresas chinesas também têm ampliado rapidamente sua participação no setor.
Em dezembro de 2025, a Volkswagen encerrou as operações de uma fábrica em Dresden, marcando o primeiro fechamento de uma unidade na Alemanha em seus 90 anos de história.
Sindicatos alemães já expressaram sua oposição aos novos cortes. A representação dos trabalhadores e a central metalúrgica IG Metall informaram que farão esforços para impedir a implementação do plano.
*Com informações de Reuteurs

