O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) determinou que Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo partido Novo, remova suas postagens de campanha no Instagram ou desative sua conta na plataforma. Essa decisão foi tomada após a Justiça Eleitoral constatar que o ex-procurador continuou a promover sua campanha mesmo após a suspensão de suas atividades eleitorais por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Essa ação faz parte da controvérsia jurídica relacionada ao registro da candidatura de Dallagnol. Recentemente, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, emitiu uma ordem que impede o candidato de realizar ações de campanha até que um recurso sobre sua candidatura seja julgado.
Além da proibição das atividades eleitorais, a resolução do TSE também suspendeu o uso de verbas públicas para a campanha, a participação em propagandas gratuitas em rádio e televisão, bem como a presença em debates.
A assessoria de Dallagnol confirmou que ele recorrerá da decisão do TRE-PR.
Esse caso teve início com a declaração de inelegibilidade de Dallagnol pelo TSE em 2023. Os ministros entenderam que sua saída do Ministério Público Federal ocorreu antes da conclusão de processos disciplinares que poderiam impactar sua candidatura, interpretando isso como uma tentativa de escapar das consequências eleitorais.
Neste ano, o TRE-PR havia autorizado o registro da candidatura ao Senado com base no arquivamento dos procedimentos administrativos que não resultaram em sanções. Contudo, essa decisão está sendo questionada novamente no TSE.
Dallagnol ganhou notoriedade nacional como coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba e foi eleito deputado federal pelo Paraná no ano de 2022.

